Minhas leituras: O Labirinto de Fogo (As provações de Apolo #3)


O sofrimento está sempre no labirinto.


Já é um costume meu, desde que embarquei nas sagas de Rick Riordan em 2009: esperar com ansiedade pelo próximo lançamento e passá-lo descaradamente na frente de todas as leituras. E esse ano, com o terceiro volume da série As provações de Apolo, não foi nada diferente. 

Para quem não conhece a série, ela se passa após a série Heróis do Olimpo e mostra o deus Apolo recebendo um castigo de Zeus: rodar pela Terra como um mortal. 

Dentre os deuses reinterpretados por Rick Riordan em seus livros sobre mitologia grega, Apolo sempre foi um dos deuses mais populares entre os leitores, mesmo com (ou graças à) sua arrogância. É de se entender a escolha feita pelo autor. O que não redime o personagem durante os livros. Durante as páginas vemos Apolo tomar decisões complicadas, sofrer as consequências delas e experimentar o que é estar do outro lado da balança do Olimpo. Aliás, em O Labirinto de Fogo vemos Apolo emergir bastante nas consequências e nos remorsos. 

É interessante como esse livro foi muito sobre retornos. Para começo de conversa, nossos personagens nos levaram de volta para o Labirinto de Dédalo, que visitamos lá no A batalha do Labirinto, quarto volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos. E, tal qual nesse livro, O Labirinto de Fogo nos colocou diante de determinações que quebraram os nossos corações. Preparem-se para uma montanha russa de emoções. 

Nesse volume também tivemos retorno de personagens, tal qual tem sido a marca dessa saga. Mas, ao contrário do que tinha acontecido nos outros dois livros (com apenas uma exceção), aqui tivemos retornos que saíram de um simples easter egg ou participação especial para ver papéis determinantes. Acho que esse foi um dos grandes trunfos de Rick nesse livro e uma das coisas que mais me surpreendeu foi ver como ele deu outra camada para esses personagens, em especial Piper McLean. Que grata surpresa foi me deparar com a lindeza e o potencial que essa personagem sempre mostrou, mas que apenas aqui foi explorado do jeito que deveria ser. 

O próprio Apolo tem passado por um arco de desenvolvimento impressionante. A forma com que as circunstâncias tem feito o personagem se mover, colocando-o em uma situação que jamais seria imaginada por nós no primeiro livro. 

Não há como ignorar também que As provações de Apolo tem se destacado em mostrar a bissexualidade do personagem principal e, ainda que não seja o foco da história, é muito importante que ela seja retratada. Como foi dito no tumblr Bisexual Books

Mais crianças leram Apolo bi nessa séries do que provavelmente leram em TODOS os outros livros YA que nós já resenhamos. E vendo isso retratado de maneira tão boa (e tantas vezes) desde o primeiro livro me dá muita esperança. Marque minhas palavras em alguns anos teremos o tumblr cheio de jovens de vinte e tantos anos dizendo que se perceberam bi por causa de Provações de Apolo. 

Isso é muito reconfortante e animador. Ter um personagem bi com essa importância e destaque (isso sem falar que Magnus Chase foi tão magistral em retratar um personagem gênero fluído) só me faz ter cada vez mais orgulho de seguir Rick Riordan.  Podem ter certeza que em breve farei um especial de As provações de Apolo para a coluna O B em LGBT.

E aí, como estão suas leituras dos livros de Rick Riordan?

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