/body Escritora Marcia Dantas: 50%: Filmes

5 de jul de 2017

50%: Filmes


O meio do ano de 2017 já chegou e está na hora de fazer um balanço do que foi esse ano até agora.

Faz um tempo que estava querendo fazer postagens sobre o que li e assisti esse ano, mas o tempo foi passando e acabou acumulando muita coisa. Então, depois que vi esse tema de falar o que foi visto e lido até o meio do ano rolando por aí, achei que esse era um bom começo. Aqui terão os filmes tanto para a Maratona Aperte o Play quanto para o desafio #52filmsbywomen. Vamos dar uma olhada no que pude assistir até agora: 

12 anos de escravidão 




Merece todo o burburinho que recebeu nos anos de 2013 e 2014, principalmente na temporada de premiações em Hollywood. Esse filme consegue mostrar, com uma carga emocional que atinge o espectador em cheio, questões raciais que precisam ser discutidas ainda hoje. O pensamento escravista foi uma construção social que contamina nossos pensamentos até hoje, e pensar que foi tão fácil encarcerar um homem que era livre por 12 anos é sufocante. 

Não é um filme fácil, porém necessário. 

Recomendo? Apenas faça um favor à sua vida e veja. 

Janela indiscreta



Até então só tinha visto Psicose, até por motivos de Bates Motel. Eu sei, que dívida terrível para se ter com o cinema, mas sabe quando você tem medo de ver um clássico e não gostar? (já aconteceu comigo). 

Muito interessante acompanhar os elementos clássicos da obra de Hitchcock, como a construção da tensão na narrativa. Amei a personagem da Grace Kelly demais: o filme já valeria a pena só por ela. 

Recomendo? Clássico é clássico. Bom pra usar como referências. 

O sol é para todos


Eu esperava outra coisa desse filme: uma abordagem mais profunda das questões raciais. Sei que é demais cobrar isso de um filme de 1962, mas foi bem triste ver que era mais sobre "as pessoas brancas" da história. Bônus: a resolução do caso foi tão problemático que fiquei desconfortável. De qualquer forma, ainda quero ler a obra original. 

Recomendo? É clássico, então é bom ter essa referência. Mas não morro de amores. 


Funny girl



Rainha é rainha, né não? E Barbra não só nos faz rir, como chorar, surtar e ficar em posição fetal. Baseado na biografia de Fanny Brice, Funny Girl é daqueles filmes que você vai rever muitas vezes e se emocionar da mesma forma nas mesmas partes. Destaque para o número final (desafio você a não chorar). 

Recomendo? Não se poupe dessa maravilha de filme.

O segredo dos seus olhos



O cinema latino americano era uma novidade para mim, então foi com alegria que assisti o aclamado O segredo dos seus olhos. Tem romance, tem investigação, tem plot twist e aquela familiaridade tão quentinha no coração. Se eu pudesse fazer uma ressalva, seria sobre a cena inicial, que foi muito gráfica para o que eu acho necessário ou confortável. 

Recomendo? Faça as honras. 

What happened, Miss Simone?



Que mulher incrível e que história tocante. Esse documentário nos ajuda a entrar um pouco na realidade que ela enfrentava, desde as marcas de sua arte (já pensou estar no show dela e ouvir Nina mandar você sentar e prestar atenção?) até os problemas pessoais. Fiquei especialmente impressionada com a militância dela, tão viceral. Algumas pessoas pontuaram como o documentário acaba tentando minimizar os abusos que ela sofreu do marido (é sempre o cara tentando dominar todos os aspectos da vida da mulher) e confesso que senti o impacto com uma das falas da filha dela, então faço essa minha ressalva também. Em contrapartida, gostei da construção narrativa até a revelação da síndrome bipolar (informação que eu ignorava até ver o documentário). 

Recomendo? Com toda certeza. 

Winter in Wartime



Confesso que não prestei atenção o suficiente nesse filme, então talvez seja melhor rever antes de maiores comentários. Mas já vi muitas vezes esse tipo de narrativa na II Guerra Mundial que confesso que queria ter feito outra escolha. Então foi mais do mesmo para mim. 

Recomendo?  No momento, não.



Precisamos falar sobre o Kevin



Que filme sufocante. Ainda não li o livro, mas olha, se a intenção era replicar algo incômodo, eles conseguiram. São muitas questões levantadas e o debate é complexo. Ah, e para quem não sabia a história como eu, a revelação paulatina da história causa um belo choque no final. 

Recomendo? Sim, mas tem que ter estômago. 

Conduzindo Miss Daisy



Outro filme que eu esperava um pouco mais, mas confesso que a dinâmica da dupla protagonista foi de um divertimento apaixonante. 

Recomendo: Gostosinho para uma tarde de sábado. 

Moana



Que filme mais apaixonante! Sério, é muito difícil ir com tanta expectativa para alguma coisa e o medo de decepção me assombrou um bocado. Mas não me arrependi um segundo e amei esse filme mais que chocolate. 

Recomendo? Mil vezes siiiiiim!

A vida secreta das abelhas



Já falei sobre o filme aqui, mas só para não passar batido: outro filme para tocar o coração. 

Recomendo? Bastante.

Obvious child



Além de ser uma comédia romântica bem inesperada, a conversa sobre aborto e autonomia da mulher é feita de um modo necessário. Listinha de favoritos do ano com toda certeza. 

Recomendo? Se joga.

Meadowland



Outro filme que deixa você prendendo a respiração. A história passa pelas consequências de um casal tentando lidar com o sequestro do filho. Atuações chamativas, especialmente de Olivia Wilde, que entregou desespero em uma bandeja para o espectador. 

Recomendo? Mais um pra encarar com preparação psicológica. 

Sylvia



O que dizer da história de uma mulher que te corta ao meio? Sylvia Plath é uma autora que estou adiando ler há algum tempo porque eu sabia da complexidade da vida dela, onde a escrita é um espelho. E esse filme faz a gente mergulhar nisso. 

Recomendo? Sim, mas segura firme. 

She's beautiful when she's angry



Documentário muito abrangente sobre os movimentos da segunda onda feminista dos EUA. Bom não só para conhecer didaticamente como para ver algumas minúcias interessantes, como o movimento de mulheres negras e das mulheres lésbicas. 

Recomendo? Sim, principalmente se você tem interesse no assunto. Bom pra mostrar pros amiguinhos que tem implicância com o feminismo também. 


Miss Representation


Outro documentário feminista. Esse destaca as representações midiáticas, relacionando com como uma representatividade problemática pode comprometer o modo com que as mulheres se enxergam, passando pelas questões de auto estima (falo muito sobre auto estima na minha newsletter, caso tenha interesse). 

Recomendo? Bem didático e abre os nossos olhos. Recomendo bastante. 

Julie & Julia



Filme muito amor para fazer bem para o coração. Julie & Julia também me marcou por ser uma história de mulheres procurando a própria realização pessoal e profissional. Fala de auto estima feminina e como é difícil conseguirmos sucesso num mundo que estimula que homens sejam bem sucedido. O final me deixou muito emocionada. 

Recomendo? Essa delícia está mais que recomendada. 

Loving Annabelle



Mais um filme de amor entre mulheres muito decepcionante. Não só pela questão de ser uma história entre professora e aluna (o que me deixou incomodada em muitos sentidos, principalmente pela reprodução de que pessoas não heterossexuais são pedófilas também), mas porque o filme se propõe a falar de tantas coisas e não acerta em nenhuma. Ainda bem que existe Carol e Imagine Me & You

Recomendo? Nem em um milhão de anos. 

O morro dos ventos uivantes


Mais um clássico pobremente adaptado. Sério, é muito frustrante ver que quem escreveu o roteiro desse filme não entendeu o livro. Personagens modificados e partes importantes da obra original mutiladas. O pior? O filme não funciona sozinho também. Pena, porque eu tinha gostado de que o Heathcliff fosse negro, embora a cena do espancamento dele me incomodou muito. Fariam isso se ele fosse branco?

Recomendo? Nem a pau, Juvenal. 

Docinho da América



Quase caí para trás quando vi que o filme tinha quase 3 horas de duração e até adiei por uma semana (assisti Já estou com saudades primeiro). E, sim, o tempo pesa um pouco, principalmente quando você anda mais acostumada a ver séries que filmes, como tem sido meu caso nos últimos tempos. Mas valeu muito a pena. Desde a construção da protagonista, que tem um arco muito chamativo, até as críticas diluídas no decorrer do longa, tudo é tão cuidadoso. Destaque especial à câmera, que guia nosso olhar e enriquece a narrativa. Ah, se você gosta de Lady Antebellum, vai ter uma cena que vai cantar junto com os personagens, bem no estilo Tiny Dancer em Quase famosos (uma das minhas cenas favoritas da vida). 

Recomendo? Suspeito que não é um filme fácil de se gostar, mas recomendo mesmo assim. 

Já estou com saudades



Se você gosta de Toni Collette e Drew Barrymore, vai se apaixonar por esse filme. A química das duas é incrível: parece que você acompanhou a amizade das personagens desde o começo. É sobre dizer adeus, mas sem cair no melodrama exagerado. Tem lágrimas? Muitas, mas o filme sabe quebrar e mostrar que dá para fazer essa jornada de muitas formas. 

Recomendo? Sim, com lenço de papel e chocolate. 

Lost in translation



Mais um filme que quero rever, porque sei que ele é bom, mas sinto que perdi muita coisa enquanto assistia. Só conseguia pensar em quanto o romance (ainda que sutil) me incomodava pela diferença de idade e em como os personagens orientais eram quase parte da paisagem. 

Recomendo? Por enquanto deixo em suspenso se recomendo ou não. 

E você, o que assistiu até aqui?

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