3 de abr de 2016

Assisti: Elena Undone

Começa minha empreitada por filmes de amor entre mulheres.


Faz um bom tempo que quero aumentar minha gama de conhecimento de filmes, livros e séries que possuam relacionamentos entre mulheres, especialmente quando as personagens são bissexuais. Tenho até umas listinhas aqui no meu One Note, apenas esperando para serem consultadas, mas às vezes as correrias são tão grandes que as coisas acabam se complicando.

Mas ontem aproveitei que tinha um pouco de tempo antes de começar meu fechamento de notas para conferir esse clássico dos filmes de amor entre mulheres que consta no Netflix.

Confesso que não esperava muita coisa deste filme, uma vez que a sinopse já caia em vários clichês:

Peyton e Elena são, por fora, diametralmente opostas - uma, famosa escritora lésbica, a outra, mãe e esposa de um pastor - mas quando seus caminhos se cruzam várias vezes, elas se sentem compelidas a se conectarem. O que começa como uma amizade floresce rapidamente como algo mais profundo. Peyton tenta se libertar antes que seu coração queira algo que não possa ter. Elena não consegue imaginar sua vida sem Peyton. E apesar do fato de ela nunca nem mesmo ter considerado beijar uma mulher, Elena está oprimida pelo o desejo de fazer exatamente isso. Apesar da reserva de Peyton, Elena empurra o relacionamento para um romance maduro. As duas mulheres se apaixonam profundamente, ambas cientes que um futuro juntas possa ser um pouco mais que um sonho.

Ao começar o filme, vemos o velho clichê do "amor verdadeiro" e "almas gêmeas", sustentado pelas constantes falas do personagem-narrador Tyler, que nos guia na vibe do filme e serve como ponte para que as duas personagens principais se conheçam. Esse recurso já permite que a história caia no lugar comum de vários filmes românticos do mesmo tipo, tentando justificar as ações de Peyton e principalmente Elena, o que honestamente não me convenceu.

Aliás, Elena é aquela personagem que não consegue me chamar a gostar dela. Uma vida de negativa de si mesma e a repentina paixão por Peyton não justificam a série de atitudes impensadas que ela toma no decorrer da trama. Uma das partes mais sóbrias da personagem foi justamente perceber que estava magoando todos ao seu redor, incluindo família e a própria amante.

O filme trabalha com vários tipos de assuntos sem aprofundar nenhum muito bem: infertilidade, adoção, agorafobia, casamento entre pessoas do mesmo sexo e por aí vai. Ou seja, Elena Undone acabou se tornando uma colcha de retalhos em sua construção, sem contar o final sem nexo e que, de certa forma, se resolveu de forma "fácil".

Também é importante destacar que os roteiristas perderam a oportunidade de usar a palavra bissexualidade na trama, uma vez que Elena afirmou que até então não tinha se sentido atraída por mulheres, e isso certamente caracterizaria a utilização dessa palavra no roteiro. Porém...



Se podemos destacar algo de bom em Elena Undone é o fato de que não optaram pelo clichê de matar a personagem lésbica. Juro que estava esperando isso a qualquer momento, mas não aconteceu.


A química entre Necar Zadegan (Elena) e Traci Dinwiddie (Peyton) também amenizou um pouco a qualidade baixa do roteiro, mostrando que uma boa história daria ainda mais brilho a atuação dessas duas.


2 comentários:

  1. Olá!
    Também adoro assistir filmes no meu tempo livre!
    Não conhecia esse!
    bjus

    ResponderExcluir
  2. oi
    Ainda não assisti esse filme
    vou anotar essa dica :)
    Bjs

    ResponderExcluir

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