31 de dez de 2015

Retrospectiva 2015: Meu ano como escritora

2015 começou com promessas que flertavam com o mundo da fantasia e acabou com um pensamento mais sóbrio e pé no chão mas, de certa forma, esperançoso. Muito aprendi nesse ano que passou e já encaro 2016 com um olhar mais nítido sobre o que farei e como encararei meus projetos. 
Nessa mesma época, um ano atrás, eu fazia contagem regressiva para a publicação de Reescrevendo Sonhos. Já estavam saindo algumas resenhas, eu namorava a capa e celebrava com meus amigos, afinal muito tinha feito para chegar até ali e aquela parecia a recompensa mais que justa. Mal sabia que o porvir não seria exatamente repleto de flores.

Eu já tinha sofrido uma experiência muito ruim em 2014, com a participação na antologia Só Sei Que Te Amo. Tinha sofrido o temor de perder dinheiro investido e um conto que me era muito caro (usei um trecho dele nesse blog, embaixo da foto de perfil) e tive que lutar para poder receber o que era meu por direito, que eram 10 exemplares. Quando finalmente pude tê-los, vi o péssimo trabalho de diagramação, revisão e me deparei com um erro no título do meu conto e em meu nome. Tive frutos dessa experiência, mas só hoje consigo vê-los com clareza. 

O pesadelo Novo Romance foi muito pior. 

Primeira capa de Reescrevendo Sonhos
A falência da editora foi só a ponta do iceberg. Tive problemas sérios com os donos da antiga editora, que trocaram o tratamento carinhoso do início por erros irreparáveis com prazos de envio do livro para a gráfica, não envio desses mesmos livros para os compradores (eu que acabei me responsabilizando pelo envio) e total descaso pelo que aconteceria a seguir comigo. Eles só queriam se livrar do problema que era ter uma autora agregada a eles depois de tantas promessas feitas. Palavras que hoje vejo como foram vazias. Eu não deveria ter acreditado tão rápido, mas essa lição aprendi. 

Por algum tempo tive esperanças de colocar minha fé na única pessoa que eu acreditava ter sido sincera comigo e que tinha proclamado que iria cuidar de meu livro como se fosse seu. Embarquei na Tribo das Letras e inclusive quis acompanhar o lançamento dessa nova editora, coisa que eu sequer tinha vislumbrado na anterior. O evento me iludiu e caí em outro truque. Ainda bem que não deu tempo sequer de ter capa para a nova edição de Reescrevendo Sonhos antes que eu acabasse percebendo que ali viria outra tempestade. 

Não narro nada com precisão nem cito nomes porque a verdade é que, em ambos os casos, sequer entendi o que aconteceu. As coisas estavam dando errado e ninguém tratou de avisar a mim e aos outros autores envolvidos que poderia ter alguma coisa errada. Entendo que controle de danos implica em nem sempre dizer tudo para as pessoas de fora, mas ali, naquelas duas editoras, não foi alguma coisa errada, e sim tudo. Eram dois Titanics, e não tinha nenhum bote salva-vidas para ninguém. 
Capa de Ridículas Cartas de Amor

Enquanto isso acontecia, algo positivo me acalentava, que foi a organização de Ridículas Cartas de Amor. Tive um processo intenso, porém bem amparado e tranquilo. Agradeço sempre ao João Paulo e sua esposa, donos da Editora Darda, que receberam bem meu projeto, auxiliaram toda a trajetória, passaram todas as orientações, respeitaram todas as minhas decisões, ensinaram muito da parte prática do mundo editorial e lutaram junto comigo quando alguns problemas aconteceram (coisa de toda publicação, aprendi). Tive a oportunidade de finalmente ter uma publicação que deu certo, com contos maravilhosos de autores talentosos. Até pude fazer um lindo evento de lançamento. 

Essa mão é do Tiago Delfini

O que essa experiência me ensinou? Que eu poderia fazer meu caminho sozinha. Quer dizer, eu tinha organizado uma antologia, aprendido a sequência das coisas, visto como funcionava. Aliás, graças à Novo Romance e à Tribo das Letras também aprendi o que não funcionava de jeito nenhum. Por isso acabei optando pela estrada independente, como anunciei nessa postagem

Capa da segunda edição
2015 foi um ano difícil, e não só nessa parte. Posso dizer que ainda estou exausta e ansiosa para vê-lo partir. Mas foi um momento de aprendizado: aquele batismo de fogo que é dolorido e nos marca e que, no entanto, nos faz amadurecer. Considero que minha mente é outra nesse fim de dezembro de 2015. E que posso encarar um novo horizonte. 

Essa é a última postagem de retrospectiva de 2015, e também a última desse ano. Obrigada por terem me permitido compartilhar esse ano com vocês. Até 2016!

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