/body Escritora Marcia Dantas: Personagens femininas #3: Padmé Amidala (Star Wars Saga)

17 de dez de 2015

Personagens femininas #3: Padmé Amidala (Star Wars Saga)

A política Padmé Amidala
A trilogia inaugurada nos anos 2000 fez com que conhecêssemos, entre outras coisas, como Anakin Skywalker se tornou Darth Vader e a queda da República para ascensão do Império Galático. Vimos personagens conhecidos em suas versões mais novas e encontramos outros. Entre estes, conhecemos Padmé Amidala. Essa personagem, assim como toda a trilogia prequel (Episódios I, II e III) , estão guardados em meu coração, porém deixam a desejar em coisas pontuais. Nessa postagem falarei um pouco do que gosto nela e do que me decepciona em seu desenvolvimento.  

Lembrando que essa postagem pode ter spoilers
Quando conhecemos Padmé, ainda na posição de rainha de Naboo, ela mostra toda sua força e resiliência. Lidar com a crise entre seu planeta e a Federação do Comércio não é tarefa fácil, principalmente com todo o peso de ser a governante mais nova a subir ao posto. E, mesmo não conseguindo escapar das manipulações do habilidoso Senador Palpatine (que lembra alguns políticos por aí), ela consegue se dar bem e livrar seu povo da ameaça. 

Em Episode II- Attack of the Clones, suas características marcantes do primeiro filme voltam a ser exploradas muito bem. Padmé é uma política competente que representa sempre uma ameaça a seus opositores, o que não causa nenhuma esquiva de sua parte. Além disso, ela não parece exatamente contente com a posição de ter de ser "protegida" pelos Jedis, impondo seu próprio ritmo. A sequência da batalha em Geonosis é uma de minhas favoritas delas. 

Pode parecer implicância minha, mas o que enfraquece o desenvolvimento da personagem é justamente o romance entre ela e Anakin. Ela sofre uma espécie de Síndrome de Trinity que, segundo a definição que encontrei, seria: 
The hugely capable woman who never once becomes as independent, significant, and exciting as she is in her introductory scene.". 
A parte de sua grande queda diante do personagem é durante o romance com o futuro lorde sombrio e se consolida quando eles se casam. Nesse momento, Padmé se torna duas coisas: a mãe dos gêmeos Luke e Leia e aquela que será o ponto de quebra de Anakin (embora, vamos ser sinceros: ele bem que podia largar essa de "fiz por amor" e admitir que os poderes do lado negro da Força o seduziam). E nada mais. A personagem se reduz a somente isso.

Por mais que Revenge of the Sith seja meu filme favorito dessa trilogia, fico bem magoada com a redução feita de Padmé nessa parte da saga. Sem contar que a cena em que Anakin "a pune" por achar que ela o tinha entregado a Obi-Wan me causa um imenso desconforto até hoje. Além disso, a explicação final de sua morte, principalmente depois dela ter sido sufocada quase até à morte (perdeu a vontade de viver) tirou ainda mais o brilho na reta final do filme. Podiam pelo menos ter admitido que a violência causada por seu marido foi a verdadeira causa de seu falecimento. Lamentável.

De qualquer forma, mesmo diante desses erros de escrita, gosto de pensar na força de Padmé e no símbolo que ela foi para mim, lutando em Geonosis ou enfrentando políticos ferozes. Por isso ela está no hall de personagens femininas amadas.

E você, o que acha de Padmé?

2 comentários:

  1. Primeiro, vou levar essa definição da Síndrome de Trinity pra vida, hahahaha <3
    E segundo, finalmente alguém disse tudo o que eu gostaria de ter dito sobre a Padmé! Fico muito irritada sobre como tratam o arquétipo de mãe/esposa. É como se ele fosse incompatível com o de heroína/política/girl power!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha vida mudou depois dessa definição hahahah

      NÃO É? Eu fico tão nervosa com como abafaram a figura da Padmé. E o pior, todos a odeiam e acham inútil ao invés de condenar a péssima escrita. É isso que temos que ver, personagens femininas bem e mal escritas.

      Excluir

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