/body Escritora Marcia Dantas: Personagens femininas #1: Sarah Connor (Terminator Saga)

11 de dez de 2015

Personagens femininas #1: Sarah Connor (Terminator Saga)

Imagem clássica de Sarah Connor no primeiro filme da saga Terminator
Como vocês sabem e como indiquei na primeira postagem da coluna Sobre o que escrevo, tenho verdadeira paixão por personagens femininas. Gosto não somente de escrever sobre elas, destacando-as em minhas histórias, como em encontrar personagens femininas fortes, marcantes e inspiradoras. Por isso resolvi fazer essa coluna. 
A primeira personagem sobre a qual quero falar é justamente uma das que mais me marcaram nas várias histórias que acompanhei: Sarah Connor, matriarca da saga Terminator.

Quando a encontramos no primeiro filme da saga, ela é uma garçonete cuja maior preocupação talvez seja poder manter seu emprego, ou seja,  uma pessoa comum que estava bem longe de qualquer luta ou pensamento pré-apocalíptico. Tudo isso muda quando ela encontra duas pessoas que vieram do futuro especialmente por sua causa: um ciborgue tentando matá-la e um soldado protegendo-a.

Sarah poderia ser apenas uma donzela em perigo, aceitando a salvação de um soldado que tinha muito mais treinamento e conhecimento para derrotar (ou sobreviver) ao exterminador. Mas, depois do susto inicial e da incredulidade que se seguiu, ela se apoderou da própria sobrevivência e tentou ignorar o estranhamento de ser considerada aquela que ensinaria seu filho a ser o grande líder da resistência humana contra as máquinas. Ela sobreviveu, seu protetor não.

A transformação sofrida  entre o primeiro e o segundo filme é impressionante. Ela se torna uma guerreira marcada pela dor da perda e pelo temor do futuro, além de se tornar a voz solitária que gritava sobre o terrível por vir, sendo chamada de louca. Uma das imagens mais marcantes para mim ainda é a primeira cena de Judgement Day, onde ela está fazendo exercícios, mostrando não só a forma física (maravilhosamente cultivada por Linda Hamilton) como a negação em ficar parada enquanto as coisas estão acontecendo: ela sabia do que viria pela frente e queria estar preparada, mesmo que nem o próprio filho acreditasse nela.

Além de toda a força e coragem demonstradas nesses filmes, há algo que me encanta muito sobre Terminator, que é o legado de Sarah Connor. Tudo o que John sabe e fez no futuro aprendeu de sua mãe. Busque em sua memória: quantos filmes que você se lembra que uma pessoa destinada a algo grande aprendeu algo de sua mãe? Geralmente esse legado é masculino, por isso que o matriarcado de Terminantor configura em um diferencial dentro da cultura pop e nas questões de representatividade.
Lena Headey e sua versão de Sarah Connor para a série The Sarah Connor Chronicles

Não só a Sarah Connor dos filmes que é impressionante. Embora a maioria dos fãs (e o próprio James Cameron) tenham optado em ignorar a série, Terminator: The Sarah Connor Chronicles trata de trazer mais um pouco da personagem para nossas vidas. Lena Headey respeitou completamente a figura criada por Linda Hamilton e deu um toque especial, engrandecendo ainda mais a matriarca. Sem contar que a série desenvolveu grandemente a personagens e seus conflitos como mãe e soldado, em um equilíbrio admirável. Vale a pena conferir essa Sarah da série.

Então, o que acharam da minha escolha de personagem para a primeira postagem dessa coluna? Vocês conhecem Sarah Connor? O que acham dela? Comentem!

4 comentários:

  1. Oi, again.

    Não conheço a personagem. Vejo menções sobre ela na internet, mas nunca fui atrás. Não sei exatamente sobre o que é a saga (e tenho a leve impressão de que não é tipo de coisa que me atrai), mas gostei da transformação dela, o fato de ela ser praticamente ninguém e terminar como uma peça importante pra história (pelo que entendi do texto, rs). Gosto desse tipo de desenvolvimento nos enredos de livros/seriados/filmes, acho que sempre é uma lição de vida com os personagens (e, por isso mesmo, eles se tornam marcantes). Tô amando suas colunas, viu? Desculpa perder algumas de vez em quando. Pode me avisar quando quiser, é com muito prazer que venho aqui ler! :)

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara,a Sarah Connor é uma das melhores coisas a acontecer no universo do sci-fi. Preciso ver Alien ainda, pra ver a Ripley, mas nossa, se existem Reys e Clarkes hoje é pq um dia tivemos Sarah Connor <3

      Que bom que está gostando da coluna, fico feliz de te ter por aqui <3

      Excluir
  2. Marcia, amei a postagem. Eu sou super fã da franquia, mas ainda não vi a série. Acho que por causa desse motivo que você citou: os fãs meio que ignoram a série. Eu, por exemplo, fiquei sabendo dela faz pouco tempo :P
    Eu acho o máximo a Sarah e toda a sua importância para o cinema, para as garotas, para o destino da humanidade hahah. E sim, aquela cena dela com os exercícios é fodaaaaaaaaaa. Mas você já viu o último filme? Não gostei da Sarah ali. A Linda com toda a certeza, nos deu uma personagem muito mais forte e poderosa :)
    E um brinde a essas mulheres maravilhosas e uma campanha por mais personagens femininas <3
    Beijoooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gih, se vc gosta de Terminator, a série vale muito a pena. É mais centrada nela ainda, e a Lena faz tudo valer a pena <3

      Não vi o último, acho que prefiro poupar meu estômago hahahaha

      Excluir

Obrigada pela visita e volte sempre! Seu comentário é sempre importante e bem vindo.

Lembre-se que você é livre para se expressar, desde que com respeito e sempre respeitando o espaço das outras pessoas.

Comentários racistas, misóginos, lgbtfóbicos ou que incitem ódio e/ou violência serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...