/body Escritora Marcia Dantas: Sobre o que escrevo #1 : Personagens femininas

29 de nov de 2015

Sobre o que escrevo #1 : Personagens femininas



Hoje estou começando uma série de postagens chamada Sobre o que escrevo para apresentar a vocês (especialmente quem ainda não conhece meu trabalho como escritora) um pouco de quem sou eu e o que você poderá encontrar em minhas obras. Espero que goste dessa pequena jornada.

Nessa postagem eu gostaria de falar um pouco sobre o principal material de meus textos: as personagens femininas.
Mesmo antes de flertar com o feminismo, sempre percebi uma pequena tendência em minha parte de procurar por personagens femininas que tivessem destaque no que via ou lia. Uma busca inconsciente por representatividade que me motivava a buscar o meu lugar no mundo, tentando achar isso em mulheres que me marcassem na ficção, qualquer que fosse o gênero.
Não foi somente em minhas leituras e coisas que assistia que eu buscava o feminino. Meus primeiros escritos e minha jornada no mundo das fanfics sempre se motivavam em grande parte por personagens femininas. Tanto é que minha primeira tentativa foi justamente criando uma personagem original que se encaixasse no universo majoritariamente masculino de Supernatural. O nome da personagem era Julie Litman, e o sobrenome da minha caçadora virou parte do nickname que passei a usar como ficwriter.
O que antes era apenas uma questão de instinto acabou se tornando claro quando encontrei o feminismo. Buscava ver alguém parecida comigo em tela. Queria e precisava ver mais mulheres.
Por isso, quando comecei minha caminhada pela profissionalização, a primeira coisa que determinei era que desejava escrever sobre mulheres. Queria colocar no papel personagens femininas que encantassem, emocionassem e causassem identificação. Tais personagens são necessárias, e quanto mais diversas, melhor.
Quando tive a ideia para Reescrevendo Sonhos, meu primeiro livro, montei tudo ao redor da protagonista Luciana. Quis mostrar sua força e vulnerabilidade e que nenhuma desses extremos diminuía sua importância e protagonismo. Ela poderia carregar uma história e contá-la para os leitores.
A co-protagonista, Bárbara, nasceu com menos importância, mas chamou os holofotes para si. Ela é um dos meus maiores orgulhos nesse primeiro livro e certamente definiu outras coisas em minha escrita, que contarei para vocês nas próximas postagens.
E então, o que acharam? Leem muitos livros com protagonistas femininas? Compartilhe suas impressões nos comentários.

Originalmente publicado dia 12/10/2015

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